STF condena rio-pretense a 14 anos de prisão por atos em 8 de janeiro

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condenação Da Redação em 15 de setembro, 2023 08h09m

Ministros seguiram voto proferido pelo relator, Alexandre de Moraes

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta quinta-feira (14), o rio-pretense Thiago de Assis Mathar, de 43 anos, a 14 anos de prisão. Ele foi o segundo réu julgado pelos atos golpistas de 8 de janeiro. O primeiro, Aécio Lúcio Costa Pereira, de 51 anos, foi condenado a 17 anos de prisão.

Os ministros seguiram voto proferido pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, e entenderam que o réu cometeu cinco crimes: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Também ficou definido que o condenado deverá pagar solidariamente com outros investigados o valor de R$ 30 milhões de ressarcimento pela participação na depredação.

O réu estava no Palácio do Planalto, onde foi preso pela Polícia Militar. Ele continua preso no presídio da Papuda, no Distrito Federal.

O entendimento pela condenação pelos cinco crimes foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Rosa Weber.

Nunes Marques só reconheceu a condenação pelos dois crimes patrimoniais e absolveu o acusado por golpe de Estado e violação do Estado democrático. André Mendonça e Luís Roberto Barroso condenaram por quatro crimes.

A defesa de Thiago Mathar declarou que ele não participou da depredação do Palácio do Planalto. Segundo o advogado Hery Waldir, Thiago estava se “manifestando pacificamente”. Pela versão do defensor, ele não participou da depredação do Palácio e entrou no prédio para “se abrigar”.

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Thiago Mathar é produtor rural de Penápolis, morador de Rio Preto e foi de ônibus até Brasília (DF). Ele foi preso pela Polícia Militar dentro do Palácio do Planalto, mas disse, em sua defesa, que só entrou nas dependências do governo para se proteger de “bombas e tiros” que, segundo ele, foram disparados pelos agentes.

No entanto, o bolsonarista admitiu que estendeu cortinas dentro da sede do governo para ajudar na entrada de outros manifestantes. Thiago explicou o gesto como um apoio para que “mulheres de idade” ficassem em segurança no local.

Em depoimento, Mathar contou que decidiu participar da caravana “para um Brasil melhor”, mas negou que tinha a “intenção de dar golpe ou depor o governo eleito”. Ele pretendia, conforme relatou, somente “manifestar seu descontentamento”.


 

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