Vítima tem casa invadida e é espancada após entregar drogas para polícia

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Geral Da Redação em 03 de outubro, 2023 14h10m

Um caso de tráfico de drogas terminou em agressão e ameaças de morte nesta segunda-feira (2) no Solo Sagrado, em Rio Preto. De acordo com informações do boletim de ocorrência, a vítima, um homem de 32 anos, precisou de acompanhamento policial para se mudar de onde morava após ser espancado e ter a vida ameaçada por criminosos.

 

Policiais militares declararam na Central de Flagrantes que era por volta de 15h20, quando patrulhavam pelas imediações e viram duas pessoas, que ao perceberem a viatura, passaram a correr por telhados de casas. Um procurado pela Justiça foi abordado e preso. Os PMs seguiram na cola dos dois primeiros.

Em determinado momento, viram um deles entrar no quintal de uma casa, sendo acompanhado pelos agentes. Ao chegar na cozinha, o rapaz fechava a porta da geladeira e mandaram que erguesse as mãos até a cabeça, o que não foi obedecido. Ele partiu para cima dos policiais, causando necessidade do uso de força física para algemar o suspeito, identificado com 22 anos.

O jovem carregava uma pochete com R$ 260 em dinheiro, três porções de maconha e um celular. Na geladeira, localizaram mais quatro porções da mesma droga. Na busca pela residência, se depararam em um quarto com a vítima e o irmão do suspeito, este menor, de 17 anos.

 

A vítima contou que “era o dono da residência e que os dois indivíduos haviam invadido o local e o ameaçado, dizendo que se não ficasse em silêncio, algo ruim ia acontecer com ele”, apontando para o adolescente, que naquele momento não carregava nenhuma substância ilegal. A dupla foi levada para a delegacia.

No momento em que era conduzido, o rapaz de 22 anos fez um movimento brusco e os militares visualizaram uma sacola plástica presa no cordão do short que vestia, contendo mais 17 porções de crack. Cerca de duas horas depois, o proprietário do imóvel – e vítima – onde os irmãos foram abordados compareceu ao plantão e entregou um saco plástico com mais 109 porções de crack, dizendo que “havia encontrado dentro da geladeira da casa dele”.

De acordo com os policiais, as porções no saco trazido pela vítima eram idênticas às que o envolvido carregava no short. O delegado de plantão confirmou a voz de prisão em flagrante (válida por no máximo 24 horas) do maior, sem direito à fiança e já a converteu em preventiva (até 90 dias).

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O adolescente foi liberado a um responsável após assinatura do Termo de Responsabilidade, já que o crime cometido por ele não havia sido com violência nem grave ameaça, com determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Agressão

O problema é que, de acordo com outra equipe da Polícia Militar, após a apresentação da ocorrência no plantão, o menor, que havia sido liberado, foi até a casa da vítima acompanhado de outros quatro criminosos (não identificados) e lá o agrediram, inclusive arremessando pedras e pedaços de madeira, causando lesões corporais pelo corpo todo. Além disso, danificaram a moto da vítima.

Durante as agressões, segundo o relato, os bandidos diziam “todo ‘cagueta’ tem que morrer. Por quê foi entregar as drogas? Por que não guardou para devolver a eles depois? Não tinha nada que entregar para a polícia. Vamos buscar uma arma para matá-lo”.

Diante do cenário, o dono do imóvel não viu outra saída, a não ser se mudar do local, inclusive sendo necessária escolta da PM durante a mudança. Ele recebeu requisição para exame de corpo de delito no IML e foi orientado quanto ao prazo de seis meses que tem direito a representar criminalmente (processar) contra os agressores, prazo que só passa a contar quando forem devidamente identificados.

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